🛍️ O shopping em Cornélio Procópio: falta de público… ou modelo errado?


 🎯 Lazer não é luxo: é economia, saúde e cidadania


O exemplo é Cornélio Procópio. Mas a reflexão serve para qualquer cidade de porte médio no Brasil.


Por que viver melhor também faz a economia crescer


✍️ Autor: Prof. Luiz César de Oliveira – UTFPR Cornélio Procópio
📊 Economia, qualidade de vida e desenvolvimento regional

 

Você já ouviu alguém dizer:

👉 "lazer é coisa de quem tem dinheiro"
👉 "agora não dá… depois eu descanso"

Parece lógico.

Mas a economia — e a ciência — mostram exatamente o contrário:

👉 lazer não é luxo. É necessidade.

E mais do que isso:

👉 é peça-chave para saúde, produtividade e desenvolvimento de uma sociedade.

 

🧠 O que é lazer (de verdade)?

Lazer não é apenas viajar ou gastar dinheiro.

É o uso do tempo livre para atividades escolhidas voluntariamente, que geram prazer, descanso ou desenvolvimento pessoal.

Isso inclui:

caminhar
praticar esporte
conversar com amigos
participar de eventos culturais
descansar

Ou seja:

👉 lazer não depende apenas de renda
👉 depende de tempo, acesso e organização da vida

 

🏥 Lazer é saúde (e isso é ciência)

Diversos estudos mostram que o lazer:

reduz estresse
melhora saúde mental
diminui risco de doenças
aumenta bem-estar

Uma população mais saudável:

👉 falta menos ao trabalho
👉 produz mais
👉 utiliza menos o sistema de saúde

Ou seja:

👉 lazer também reduz custos econômicos

 

📊 Lazer também é economia

Existe um erro comum:

👉 achar que lazer é "tempo perdido"

Mas quando uma pessoa sai para:

🍽️ jantar
🎬 ir ao cinema
🎉 participar de eventos
praticar esporte

Ela está movimentando a economia.

O setor de lazer envolve:

bares e restaurantes
turismo
eventos
cultura
esporte

👉 lazer gera emprego, renda e circulação de dinheiro

 

🛍️ Shopping também é lazer — mas nem sempre funciona

Hoje, o lazer também acontece em espaços privados:

🛍️ shoppings
🎬 cinemas
🎮 áreas de jogos
🍔 praças de alimentação

Ou seja:

👉 ir ao shopping também é lazer

Mas aqui entra uma questão importante — e necessária:

👉 todo projeto de lazer funciona em qualquer cidade?

Em Cornélio Procópio, por exemplo, foi criado um projeto ambicioso, inspirado em modelos maiores, com proposta de concentrar consumo, entretenimento e convivência em um único espaço.

A ideia, em teoria, é excelente.

Mas a economia real impõe limites.

 

📊 Quando o projeto encontra a realidade

Cidades têm características próprias.

E alguns fatores fazem diferença:

📌 renda média local em torno de R$ 2.800
📌 hábitos de consumo da população
📌 cultura de lazer existente
📌 concorrência com centros maiores (como Londrina)

Na prática:

👉 parte da população não tem hábito ou renda para frequentar regularmente
👉 consumidores de maior renda buscam opções fora da cidade
👉 o fluxo necessário para sustentar o empreendimento pode não se consolidar

 

⚖️ O desafio econômico: equilíbrio

Outro ponto importante é o modelo de negócio.

Quando:

📉 o fluxo de clientes é baixo
📈 os custos são altos (aluguéis, estrutura, operação)

o resultado tende a aparecer:

👉 dificuldade de permanência das lojas
👉 rotatividade de negócios
👉 perda de atratividade

Isso não é opinião.

👉 é dinâmica econômica.

 

💡 Uma proposta (polêmica, mas necessária)

Diante desse cenário, surge uma pergunta incômoda:

👉 e se o problema não for o público… mas o modelo de negócio?

Imagine uma estratégia diferente.

Os proprietários do imóvel poderiam — por um período inicial de 3 a 5 anos (estudar com especialistas) — reduzir significativamente os custos para lojistas e prestadores de serviço.

Com aluguéis mais baixos, o empreendimento conseguiria:

atrair mais negócios
manter preços competitivos
gerar fluxo constante de pessoas

Durante esse período, a gestão poderia investir pesado em:

🎉 eventos (shows, feiras, exposições)
🎁 sorteios e brindes
👨‍👩‍👧 atividades para crianças e famílias
📢 campanhas de estímulo ao hábito de frequentar o espaço

O objetivo seria claro: criar cultura de consumo e convivência.

Depois desses anos, com o hábito já instalado e o fluxo consolidado, os aluguéis poderiam ser reajustados gradualmente — sem espantar lojistas nem consumidores.

A lógica é simples:

👉 primeiro, cria-se valor
👉 depois, captura-se valor

O que se vê, muitas vezes, é o oposto: investidores querem lucro rápido antes mesmo de o negócio existir de fato. Cobram aluguéis altos desde o primeiro mês, assustam pequenos empreendedores, geram rotatividade e, no fim, o espaço fica vazio.

E aí culpam o público.

Mas a economia real mostra:

👉 negócios se constroem. Não nascem prontos.

Não se trata de caridade. Trata-se de estratégia de longo prazo.

 

 

🧠 Uma reflexão necessária

Isso não significa que o projeto é ruim.

Mas levanta uma pergunta essencial:

👉 o modelo está adaptado à realidade da cidade?

Na economia regional:

👉 desenvolvimento não se copia
👉 se adapta

Projetos de grandes centros precisam ser ajustados à renda, cultura e comportamento local.

 

📖 A parábola do mercado no lugar errado

Um empreendedor viu um grande shopping funcionando em uma capital.

E pensou:

"Se deu certo lá… vai dar certo aqui também."

Construiu o mesmo modelo em uma cidade menor.

Mesmas lojas.
Mesmos preços.
Mesma estrutura.

Mas esqueceu de algo simples:

👉 o público não era o mesmo

O espaço ficou bonito.
Mas vazio.

A economia não pune ideias.
👉 pune desalinhamento com a realidade

 

⚖️ O problema: nem todo mundo tem acesso ao lazer

Aqui entra outro ponto fundamental.

👉 lazer também é cidadania

Quando a cidade não oferece:

espaços públicos adequados
segurança
atividades acessíveis

o lazer vira privilégio.

E não deveria ser.

 

🏙️ Lazer e desenvolvimento local

Uma cidade que investe em lazer:

melhora qualidade de vida
retém talentos
atrai pessoas
fortalece a economia local

Isso conecta diretamente com desenvolvimento regional.

 

🧠 O que a economia explica

O economista John Maynard Keynes, em seu ensaio de 1930 Economic Possibilities for our Grandchildren, já previa que, com o avanço econômico, as pessoas teriam mais tempo para viver — e que o grande problema do futuro seria como preencher o tempo livre de forma significativa .

Mas a realidade mostra que:

👉 trabalhamos muito
👉 descansamos pouco
👉 e muitas vezes vivemos menos do que poderíamos

 

💡 A lição final

Lazer não é o oposto do trabalho.

👉 é complemento.

Não é desperdício.

👉 é investimento.

Não é luxo.

👉 é necessidade.

Mas, para funcionar economicamente, precisa ser:

acessível
adequado à realidade local
conectado ao comportamento das pessoas

 

🎯 A pergunta que fica

Se uma pessoa não tem tempo para viver…

👉 o que exatamente ela está produzindo?

E uma cidade que não oferece lazer adequado…

👉 está realmente se desenvolvendo?

 

 

 

✍️ Nota do Blog: Texto autoral. IA utilizada apenas para organização e revisão.

📚 Referências:

  • Keynes, J. M. (1930). Economic Possibilities for our Grandchildren. Londres: Macmillan.
  • Gomes, C.; Elizalde, R. (2012). Lazer e desenvolvimento humano. Campinas: Alínea.
  • Coriolano, L.; Vasconcelos, F. (2014). Turismo, lazer e desenvolvimento regional. Fortaleza: EdUECE.
  • Terra. (2026, 8 de abril). Por que o lazer não é luxo, mas peça-chave para saúde e cidadania.

Comentários

  1. Ótima publicação. 90 por cento já cumpro esta teoria. Entres outras quando à situação econômica, vendi sala, pegando carro, para cumprir meus compromissos no condomínio, a primeira alugada por valor menor. Agora pergunto que tal estes representantes que aparece suas fotos, nos ajudacem em desenvolver nossas ideias. Faltam ideias criativas e assumir suas responsabilidades diante dos investimentos propostos e deixar de levar vantagem.

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  2. Eu coloquei o seu artigo para o chat GPT analisar, apontou 3 falhas:
    *Diagnostico raso - "Falta de publico" ou "modelo errado" sem dados concretos é fraco. Cadê fluxo real? ticket médio? taxa de ocupação? Perfil de consumo da cidade? Sem isso vira opinião.
    *Ignorar a lógica imobiliária - Shopping não é aluguel comum; existe custo de estrutura alto, existe risco do investidor. existe expectativa de retorno baseada em fluxo projetado.
    Se foi tratado aluguel como "ganância", é simplificação.
    E o mais importante
    *Falta de conclusão prática - Existe a crítica, mas não responde "o que deveria ser feito" Então o conteúdo perde valor real.
    Ou seja superficialidade.
    O erro não esta na explicação, mas o sintoma é real.
    Agora minha opinião, a responsabilidade de criticar um nicho somente pela repercussão e visibilidade, não me parece justo. Considere que tem famílias dependendo do trabalho. E como minha mãe dizia, "Se não tem algo para contribuir, melhor não falar".
    mas a intenção parece ter sido honesta. Obrigado!

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